After Action Report – Medieval 2: Total War – Escócia (Hard/VeryHard) – Parte 3

Filho de Edmund Canmore destroi a Dinamarca e começa guerra com a Polônia

(1196 – 1226)

Edmund Canmore fez os gostos de seu pai quando muito tempo atrás conseguiu conquistar todas as regiões de outros povos nas ilhas britânicas, exceto os ingleses, pois estes ficaram a cabo do rei Edward e príncipe David. Edmund poderia ter sido a pessoa a destruir a Inglaterra, mas como naquela época o conflito ainda era incerto era preferível que ele fosse conquistar outras terras, e assim foi feito.

Como é sabido o mesmo resolveu se aventurar nas terras dos vikings noruegueses e dinamarqueses. Ao conquistar Oslo, ele conquistara a cidade de Arhus e Hamburg. Foi nessas aventuras que o seu filho Allan Canmore nascera. Seu pai sempre fora um homem mais político do que de guerra, apesar de todo o seu histórico, pois Edmund passara grande parte do seu tempo governando Oslo.

Os dinamarqueses cercaram o castelo de Hamburg e qualquer um poderia dizer que seria o seu fim e da sua família, mas não foi. Todos os ataques ao castelo foram repelidos. Foi nessa confusão que cresceu o jovem Allan, que aprendeu muito com o seu pai.

Investido de muitas tropas, Edmund confia ao seu filho que ataque o último reduto dinamarquês. Allan já nascera em uma época totalmente vantajosa, dada que as tropas são de elite. Soldados munidos de excelentes armaduras, arqueiros highlanders altamente treinados e cavaleiros templários. Tudo estava seu favor.

Após a destruição da Dinamarca, um novo conflito começou. Allan foi o responsável pelo ataque. A Polônia é aliada dos traidores franceses, mas isso ficará para outro capítulo.

Imagens:  http://imgur.com/a/AI5Mn http://imgur.com/a/Lb6W2

Leia mais »

A instituição do Governo Geral no Brasil Colonial (1549)

Não é talvez por acaso que a intervenção mais direta da Coroa portuguesa na recém descoberta terra brasilis ocorre numa época de retirada de sua política ultramarina em outras áreas. Aqui vão alguns exemplos:

  • Perda de Santa Cruz do Cabo de Gué (1541)
  • Abandono de Safim (1541)
  • Evacuação de Alcácer Ceguer e Arzila (1549)

É no mesmo ano de 1549 que data a nomeação do primeiro governador-geral do Brasil.

Os reis portugueses detinham uma grande atração pela África, mais do que pela própria Índia. Os sucessivos desastres militares não foram suficientes para que os monarcas lusitanos perdessem o ânimo nas suas conquistas africanas. A possibilidade de poder recuperar fôlego através da exploração de lugares menos defensivos parecia bastante confortável para suprir tais perdas. O exemplo de Pizarro, no Peru, em sua grande investida contra os índios mostrava ao colonizadores quão vulnerável e fácil poderia ser a conquista daquelas terras face os problemas em outros continentes. Não eram estranhas as notícias mostrando o quão proveitosa estava sendo essa aventura para Castela.

A verdade é que em 1545 se descobrira a veia rica de Potosi, e um triênio mais tarde, o tempo necessário para se confirmar as notícias de sua fabulosa riqueza, já se elaborava em Portugal o Regimento por onde se haveria de guiar o primeiro governador-geral do Brasil.

Leia mais »

Componentes da frota de Cabral e Dados do Descobrimento do Brasil

A Ilha do Brasil

Condensação de Carlos Coelho

A Ilha do Brasil, ou Ilha de São Brandão, ou ainda Brasil de São Brandão, era uma das inúmeras ilhas que povoavam a imaginação e a cartografia européias da Idade Média, desde o alvorecer do Século IX. Também chamada de “HyBrazil“, essa ilha mitológica “ressonante de sinos sobre o velho mar”, se “afastava” no horizonte sempre que osmarujos se aproximavam dela. Era, portanto, uma ilha “movediça”, o que explica o fato de sua localização variar tanto de mapa para mapa. Segundo a lenda, “Hy Brazil” teria sido descoberta e colonizada por São Brandão, um monge irlandês que partiu da Irlanda para o alto mar no ano de 565. Como São Brandão nascera em 460, ele teria 105 anos quando iniciou sua viagem.

O nome “Brazil” provém do celta bress, que deu origem ao verbo inglês “to bless” (abençoar). “Hy Brazil“, portanto, significa “Terra Abençoada”.

Desde 1351 até pelo menos 1721 o nome “Hy Brazil” podia ser visto em mapas e globos europeus, sempre indicando uma ilha localizada no Oceano Atlântico. Até 1624, expedições ainda eram enviadas à sua procura.

Leia mais »

After Action Report Medieval 2: Veneza – Parte 2

[Medieval 2. Veneza. H/VH] – Parte 2

– Front Bizantino –

Depois das duras intervenções venezianas nas terras bizantinas, estes enviaram dois diplomatas para encher o saco na cidade de Zagreb. Todos os turnos eles tentam algum tipo de suborno a cidade para que elas passem a ser domínio deles. Nunca funciona. (Sim, os diplomatas quando agem daquela forma como quem não quer nada, na verdade estão tentando isso)

Doge Domenico junta mais uma quantidade de milícias italianas para seguir caminho à Constantinopla, porém como a cidade de Thessalonica é recém conquistada falta contingente humano pra engrossar as fileiras e Corinto está um pouco distante, não valeria a pena esperar. Ele segue com o que tem, mas deixando algumas tropas lá para garantir a segurança do lugar. Na via ele contrata mercenários eslavos, um povo que tenta escapar da pobreza das vilas européias e que lutam por qualquer um que pagar um bom preço.

Ao chegar às proximidades de Constantinopla, que está fracamente defendida devida a grande perda de homens nas batalhas de Durazzo e Thessalonica, Doge ainda precisa enfrentar o Príncipe John e o capitão Slavos, que são facilmente repelidos. ( Após isso uma batalha de pouca importância ainda precisa ser enfrentada para de fato entrar na cidade, que está segurada pelo capitão Myristikos. Vencida a batalha, os venezianos saqueiam a cidade de Constantinopla, corroborando seu incrível poder de força aos que antes detinham a glória de Império Romano do Oriente.

Doge Domenico enfrenta algumas doenças na governança da cidade, mas consegue sair vivo dessa epidemia. Porém no ano de 1144 o querido Doge morre, pacificamente, na cidade de Constantinopla. (http://imgur.com/a/ItNqv)

Leia mais »

After Action Report Medieval 2: Veneza – Parte 1

[Medieval 2. Veneza. H/VH] – Parte 1

• Prólogo

A cidade dos canais é um lembrete de que começar a partir de uma grande posição defensiva se tem uma base ideal para construir um império. Com a cidade em si empoleirada na ilha de Ri’Alto e da Lagoa de Veneza servindo como um fosso enorme para a cidade, Veneza é uma fortaleza natural. Embora os venezianos não possuam um exército terrestre digno, eles são os principais marítimos da época. Isto dá-lhes a capacidade de defender confiantemente sua capital de um ataque direto, bem como estabelecer rotas de comércio mais rapidamente do que a maioria das outras grandes potências.

Um século antes os venezianos foram atormentados por piratas Dalmatianos que atacavam os comerciantes que percorriam sobre seu comércio lucrativo em todo o mar Adriático. Por meio da diplomacia inteligente, Pietro Orseolo, “Doge” da República de Veneza foi capaz de isolar os eslavos piratas saqueadores em grupos pequenos, gerenciáveis que ele então forçou a se renderem. Este abriu a porta para Veneza evoluir a partir de uma isolada cidade de negociação em uma potência européia por conta própria.

Com a sua capacidade de dominar o comércio e atravessar o Mediterrâneo, enquanto os venezianos protegem diligentemente sua cidade-ilha, eles permanecerão como uma força a ser sempre reconhecida.

Leia mais »

Quando os Otomanos invadiram a Itália (1480-1481)

Em 1480, durante a batalha de Otranto, tropas otomanas decapitaram 800 cristãos por se recusarem a se converter ao islamismo; que mais tarde foram canonizados pela Igreja.

O ataque em Otranto foi parte de uma ação planejada Otomana, ainda que falha, o que tem sido descrito como a “Invasão da Itália.” Em agosto, 70 navios da frota atacaram Vieste.

Monastero di San Nicholas di Casole

Em 12 de setembro, o Monastero di San Nicholas di Casole, que acomodava uma das bibliotecas mais ricas da Europa, foi destruída.

Em outubro de 1480, as cidades costeiras de Lecce, Taranto e Brindisi foram atacadas.

Em 28 de Julho, de 1480, uma frota de 128 navios Otomanos, dos quais 28 eram galés chegaram perto da cidade napolitana de Otranto na região da Apulia.

A cidade foi sitiada a partir de 1º de maio de 1481. Em 11 de agosto, depois de um cerco de 15 dias, Gedik Ahmed ordenou o assalto final, que rompeu as defesas e capturaram a cidadela. Quando as paredes foram violadas os otomanos começaram a lutar através da cidade. Ao chegar à catedral “eles encontraram o arcebispo Stefano Agricolo, totalmente investido de crucifixo na mão” que os aguardara com o conde Francesco Largo e Bispo Stefano Pendinelli. “O arcebispo foi decapitado diante do altar, seus companheiros foram serrados ao meio, e os seus sacerdotes que acompanham foram todos assassinados.”

Depois de profanar a Catedral, os otomanos reuniram as mulheres e as crianças mais velhas para serem vendidos como escravo na Albânia. De acordo com alguns relatos históricos, um total de 12.000 foram mortos e 5.000 escravizados, incluindo as vítimas a partir dos territórios da península Salentina ao redor da cidade.

Oitocentos homens válidos (fisicamente) foram orientados a se converter ao Islã ou serem mortos. Um alfaiate chamado Antonio Primaldi disse ter proclamado “Agora é hora de lutar para salvar nossas almas para o Senhor. E desde que ele morreu na cruz por nós, é apropriado que nós devemos morrer por ele.” Aqueles que com ele estavam deram altos gritos de alegria. Em 12 de agosto eles foram levados para a Colina de Minerva (rebatizada mais tarde de Colina dos Mártires). Lá foi que se deu a decapitação, sendo Primaldi o primeiro.

Esta versão tem sido objeto de algumas críticas por estudiosos muçulmanos. Do lado Otomano é contestado que as execuções em larga escala tiveram lugar; os ossos que podem ser encontrados na Catedral de Otranto são reivindicados a serem, na verdade, de combatentes mortos durante a invasão otomana (mas pesquisas recentes descobriram que alguns ossos eram de mulheres e crianças).

Enquanto isso, em 3 de maio o sultão do Império Otomano, Maomé II, morreu, devida a consequente brigas por sua sucessão. Isto possivelmente impediu o envio de reforços otomanos para Otranto. Então, ao final da ocupação turca de Otranto, terminou por meio de negociação com as forças cristãs, permitindo que os turcos se retirassem para a Albânia.

Maomé II 

Desde que foi apenas 27 anos após a queda de Constantinopla, houve alguns que temiam que Roma sofresse o mesmo destino. Foram feitos planos para o Papa e os cidadãos de Roma evacuar a cidade. Papa Sisto IV repetiu seu apelo em 1471 a uma cruzada. Várias cidades-estado italianas, Hungria e França responderam positivamente a esta. A República de Veneza não o fez, pois eles tinham assinado um tratado de paz caro com os otomanos em 1479. Em 1481 um exército foi levantado pelo rei Fernando I de Nápoles a ser liderado pelo seu filho Afonso II de Nápoles. Um contingente de tropas foi fornecido pelo rei Matthias Corvinus da Hungria.

Alfonso II di Napoli.jpg

*Imagem abaixo: Em agosto de 1480, o clero e os sobreviventes do cerco otomano de Otranto refugiaram-se na catedral. A força Otomana finalmente adentrara a catedral e matou quem estava dentro, transformando a igreja em um estábulo ou uma mesquita e destruindo seus afrescos do século 13. Depois de Otranto ter sido retomada em 1481 por uma força sob Alfonso V de Aragão, o local foi transformado novamente em uma igreja e lentamente reconstruído para abrigar as relíquias dos Mártires de Otranto, que tinham sido executados após o cerco de 1480. No corredor sul é a Capela dos Mártires, construída por ordem de Fernando I de Nápoles e reconstruída com dinheiro público em 1711. Este abriga as relíquias dos mártires em sete grandes caixões. Atrás do altar da capela é a “pedra do martírio”, tradicionalmente considerada ter sido utilizada para decapitar os mártires.

Otranto


 

* Algumas frases foram omitidas devido os termos serem arquitetônicos e eu não saber a tradução técnica para eles.
Texto traduzido de: http://www.counter-currents.com/2014/08/the-battle-of-otranto/

Resenha do filme Getúlio

O filme intitulado simplesmente de Getúlio nos remete a forte referência que o seu nome tem na história do Brasil. Assim como simplesmente Pedro II nos lembra do grande imperador que já tivemos, Getúlio foi o grande ditador, sob a ovação de “pai dos pobres”. Suas qualidades e defeitos ficam na relatividade dos pontos de vista das mais diversas pessoas, sendo elas historiadoras, juristas, sociólogas, etc.

O filme nos imerge no contexto sinistro de um Brasil dos anos 50, em que dois homens hão de tirar a vida de um opositor por questões políticas, em um Brasil redemocratizado. É na Rua Tonelero, no Rio de Janeiro que o governo de Getúlio Vargas sofrerá o golpe fatal, através de comparsas contratados por subordinados seus, sem o seu conhecimento. Dos poucos segundos da ação, que ceifa a vida do major da Aeronáutica, Rubens Florentino, ao invés do contendor jornalista Carlos Lacerda, é que se exporá o governo sujo do homem que era considerado por muitos, “amado pelo povo”.

No Palácio do Catete, na antiga capital Rio de Janeiro, é de onde saem as ordens e é onde se concentra a tensão política. Reuniões com ministros que não levam a nada, relações familiares desgastadas, almoços e jantares amargurados, tudo sob enormes quadros que levam a história do Brasil, desde sua independência. O mesmo homem que havia acabado com a República Velha, agora jazia tenso e amargurado sob pinturas de Marechal Deodoro da Fonseca, que ao contrário de Getúlio, havia renunciado ao cargo de presidente. O Catete havia se tornado o centro de um furacão.

Carlos Lacerda, antes do atentado era um ferrenho opositor político, tratando Getúlio como um criminoso, pondo em xeque sua moral mesmo tendo sido eleito democraticamente. Após o atentado, sua obstinação se tornou mais forte, agora que a prova do jogo sujo do governo estava bem na ponta de seus pés, na biqueira de seu sapato. Não usando de pólvora, mas acertando um tiro em cheio nas costas do governo Getúlio, Lacerda pressiona a mídia e os ministros para que o presidente renuncie e o vice, Café Filho, assuma. Nos momentos iniciais de sua briga pela renúncia do presidente, não nos parece algo possível de acontecer, mas não abrindo mão de sua favorável posição de vítima, a corrosão governista fica bem evidente, afetando pessoalmente o presidente e sua família.

O buraco de bala nos pés de Lacerda não é nada comparado ao rombo em que o mesmo abriu na moral dos subordinados ao governo. Acusações de políticos corruptos, envolvidos no mando de assassinato, um verdadeiro bueiro aberto. A mídia expõe todos os fatos, sendo ela a transmissão do ringue público da política. Diante de tantas armas verbais, tiros discursivos para todo lado, um verdadeiro bang-bang, nos vêm a aura da morte, do sangue, da vida de um homem histórico.

Getúlio Vargas comete suicídio, uma decisão já premeditada. O homem forte que dirigiu o Brasil por 8 anos como ditador e 3 anos como presidente eleito sai da vida para entrar na História. Sábias palavras que se concretizaram. A política deturpa os homens, e corrói suas ações, e o fim trágico de Getúlio é marcante por esta característica.