História da Britânia: Como eram as cidades na Britânia romana?

A característica mais óbvia da presença romana na grã-bretanha eram as cidades, das quais eram a base administrativa e civilizatória. Muitas dessas cidades cresceram a partir dos estabelecimentos celtas, campos militares e centros mercantis. O avanço em termos de vida urbana foram imensos, pois a grã-bretanha era compostas por diversas tribos que apesar de conhecerem uma forma organizada de moradia e comércio, não eram tão amplas e esteticamente bem feitas como a dos romanos.

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História da Britânia – Tempos Remotos – Os Romanos

Origem da palavra “Britain”

O nome “Britain” veio da palavra “Pretani“, que é a palavra em greco-romano para os habitantes da Britânia. Os romanos pronunciavam erroneamente e falavam “Britannia”.

Causas da invasão à Grã-Bretanha:

Os Celtas britânicos estavam trabalhando em conjunto com os Celtas da Gália contra os romanos. Os Celtas britânicos forneciam comida e permitiam que os gauleses se escondessem em suas terras.

Há uma outra razão, também, para a invasão romana. Os Celtas da Britânia usavam gados para puxar o arado, o que significava que aquelas ricas e pesadas terras poderiam servir para lavrar.

Sob o domínio Celta, a grã-bretanha se tornou uma importante produtora de alimentos por causa do seu clima ameno. Já exportavam milho e animais, tais como cães de caça, mas também escravos, para a Europa continental. Os romanos poderiam fazer uso da comida britânica para o próprio exército na luta contra os gauleses.

Júlio Cesar visitou brevemente a ilha britânica em 55 a.C., mas os romanos só a ocuparam quase um século depois, em 43 d.C. Eles estavam realmente determinados a conquistar toda a ilha. Tiveram poucas dificuldades, tirando a revolta de Boadicea, pois tinham exércitos bem treinados e os Celtas lutavam entre si. Os romanos os consideram insanos de guerra, pois “tinham uma alta espirituosidade e eram rápidos”. Esta descrição pode corresponder aos escoceses, irlandeses e galeses hoje.

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História da Britânia – Tempos Remotos – Os Celtas

A chegada dos Celtas

Acerca de 700 a.C., um outro grupo de pessoas começava a chegar à Britânia. Muitos deles eram altos, e tinham o cabelo vermelho ou loiro e olhos azuis. Eles, provavelmente, vieram da Europa central ou mais a leste, do sul da Rússia, e moveram-se lentamente para o oeste nos séculos anteriores.

As habilidades dos Celtas e seus locais de estabelecimento:

Eles eram tecnicamente avançados. Eles sabiam trabalhar com o ferro, e poderiam fazer armas melhores do que as dos povos que usavam bronze. É possível que eles tenham levado muito dos antigos habitantes para o país de Gales, Escócia e Irlanda. Os Celtas começaram a controlar toda a parte baixa da Britânia, e eram acompanhados por novas ondas de imigração. As ondas de imigração celtas continuaram por 700 anos.

Lanças celtas.
Placa feita de cobre, prata e ouro, de um guerreiro empunhando uma longa espada. Séc. I a.C.

Eles usavam da mesma agricultura usada na idade do Bronze, pelas pessoas antes deles. O manuseio deles com o ferro e sua introdução à formas mais avançadas de aração fizeram-no possíveis de cultivar em solos mais pesados, que contém mais argila, são rígidos e difícil de trabalhar.

A importância dos Celtas na história Britânica:

Eles são os ancestrais da maioria das pessoas nas terras altas da Escócia, país de Gales, Irlanda e Cornualha, hoje. Línguas célticas que eram continuamente usadas na época, até hoje são faladas. Os britânicos hoje são frequentemente descritos como Anglo-saxões. Seria melhor chamá-los de Anglo-celtas.

Em verde escuro, os locais em que a língua celta é ainda falada.

Organização Celta:

Eles eram organizados em diferentes tribos, e os chefes das tribos eram escolhidos por família ou tribo, as vezes como resultado de partidas de luta entre indivíduos, e as vezes por eleições.

Os celtas foram largamente fazendeiros de sucesso, cultivando comida suficiente para enormes populações.

As tribos celtas eram governadas por uma classe guerreira, do qual os padres, ou Druidas eram importantes membros. Os Druidas não podiam ler, nem escrever, mas eles memorizavam todos os ensinamentos religiosos, as leis tribais, história, medicina e outros conhecimentos necessários na sociedade Celta.

Os druidas de diferentes tribos de toda a Britânia se encontravam uma vez ao ano. Eles não tinham templos, mas se encontravam em bosques sagrados, em certas colinas, ou em beiras de rios.

A última onda Celta: as tribos Belgas

Era natural, dos recém chegados, se estabelecerem ao sudeste da Britânia. Isso provavelmente teve como consequência a saída de outras tribos celtas do sudeste para o norte. De qualquer maneira, quando Júlio César visitou brevemente a Britânia em 55 a.C. ele viu que as tribos Belgas eram diferentes dos antigos habitantes. “O interior é habitado”, escreveu ele, “por pessoas que consideram-se indígenas, e a costa por pessoas vindas da Bélgica. Quase todos eles mantém os nomes das tribos (europeias) das quais eles vieram.

Ambiorix, líder de uma tribo belga.

As Colinas Fortificadas

Do mesmo modo que os antigos habitantes, eles também faziam colinas fortificadas. Dentro delas haviam casas, onde neste espaço cada tribo (em diferentes colinas fortificadas) detinha o poder econômico, como se fossem pequenas cidades.

O comércio:

Os Celtas comerciavam através das fronteiras tribais, e o comércio era muito importante para o contato social e político entre as tribos. As duas rotas principais de comercio eram ao longo do rio Tâmisa no sul e ao estuário do rio Forth, ao norte. Não é coincidência que as atuais capitais da Inglaterra e Escócia sejam próximas a esses antigos centros de comércio. Os celtas usavam barras de ferro como moeda, até eles copiarem os romanos usando moedas, onde eles viram na Gália.

Os celtas na visão dos romanos:

De acordo com os romanos os celtas vestiam camisas e calças até os joelhos. Usavam capas listradas presas por um pino. É possível que o axadrezado escocês tenha se desenvolvido desta capa listrada.

Os celtas eram muito preocupados com a limpeza. Escrevia um romano que “Nem homem nem mulher, mesmo sendo pobre, era visto esfarrapado ou sujo.”

As mulheres Celtas:

Durante o período Celta as mulheres tinham mais independência do que elas teriam novamente em centenas de anos. Quando os romanos invadiram a Britânia, duas das maiores tribos eram governadas por mulheres que lutavam em seus carros (chariots). Uma das mais poderosas Celtas a lutar contra os romanos se chamava Boadicea. Ela se tornou rainha de sua tribo quando seu marido morreu. Ela era alta, com um longo cabelo vermelho, e tinha uma aparência estonteante.

Em 61 d.C. ela liderou sua tribo contra os romanos. Ela quase os expulsou da Britânia e destruiu Londres, a capital Romana, mas antes foi derrotada e morta. Escritores romanos comentaram a coragem e força da mulher em batalha, e deixaram a impressão de que havia um grau de igualdade entre os sexos entre os Celtas poderosos.

BÔNUS: 

https://www.youtube.com/watch?v=JKQwgpaLR6o


Traduzido por Lukazlaw – An Illustrated History of Britain

A breve pré-história da Britânia

Britânia sempre foi uma ilha?

Britânia nem sempre foi uma ilha. Tornou-se uma apenas depois do fim da última era do gelo, quando a temperatura aumentou e a calota de gelo derreteu, inundando toda a área terrena de baixa altitude, que forma hoje o Mar do Norte e o Canal Inglês. A Era do Gelo não era apenas um longo período igualmente contínuo. Havia tempos mais quentes quando a calota de gelo recuava ao extremo sul, onde mais ou menos está o Rio Tâmisa.

Humanos em tempos remotos na Britânia:

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