História da Britânia – Tempos Remotos – Os Romanos

Origem da palavra “Britain”

O nome “Britain” veio da palavra “Pretani“, que é a palavra em greco-romano para os habitantes da Britânia. Os romanos pronunciavam erroneamente e falavam “Britannia”.

Causas da invasão à Grã-Bretanha:

Os Celtas britânicos estavam trabalhando em conjunto com os Celtas da Gália contra os romanos. Os Celtas britânicos forneciam comida e permitiam que os gauleses se escondessem em suas terras.

Há uma outra razão, também, para a invasão romana. Os Celtas da Britânia usavam gados para puxar o arado, o que significava que aquelas ricas e pesadas terras poderiam servir para lavrar.

Sob o domínio Celta, a grã-bretanha se tornou uma importante produtora de alimentos por causa do seu clima ameno. Já exportavam milho e animais, tais como cães de caça, mas também escravos, para a Europa continental. Os romanos poderiam fazer uso da comida britânica para o próprio exército na luta contra os gauleses.

Júlio Cesar visitou brevemente a ilha britânica em 55 a.C., mas os romanos só a ocuparam quase um século depois, em 43 d.C. Eles estavam realmente determinados a conquistar toda a ilha. Tiveram poucas dificuldades, tirando a revolta de Boadicea, pois tinham exércitos bem treinados e os Celtas lutavam entre si. Os romanos os consideram insanos de guerra, pois “tinham uma alta espirituosidade e eram rápidos”. Esta descrição pode corresponder aos escoceses, irlandeses e galeses hoje.

Habilidades e cultura trazidas pelos romanos:

Os romanos trouxeram a habilidade de ler e escrever para a Britânia. As palavras escritas eram importantes para espalhar ideias e também para estabelecer o poder. Remotamente pela década de 80 d.C., como um romano havia notado na época, um governador chamado Agricola “treinou os filhos dos chefes nas artes liberais, e o resultado foi que Latim começou a ser usado nos discursos e nas escritas. E mais, as nossas vestimentas nacionais começaram a ser valorizadas, e a toga (manto romano) virou moda.”

Julius Agricola

Enquanto o campesinato Celta permaneciam analfabetos e só falavam a língua celta, os moradores da cidade falavam grego e latim com facilidade, e os ricos donos de terra em sua maioria só falavam latim.

O latim veio a desaparecer, em sua forma falada e escrita, com a invasão dos anglo-saxões no século 5 d.C. Grã-bretanha era provavelmente mais letrada sob os romanos do que fora novamente até o séc. 15 d.C.

Geografia da conquista

Screenshot_9

Os romanos estabeleceram a cultura romano-britânica em toda a metade sul da grã-bretanha, do Rio Humber ao Rio Severn. Essa parte da Britânia era considerada a parte de dentro do império. Além do que era considerado território do império haviam as partes altas, sob controle romano, mas não desenvolvidas. Estas áreas eram vigiadas pelas cidades de York, Chester e Caerleon na península oeste que depois ficaria conhecida como Gales. Cada cidade dessa era mantida por 7000 homens. O total do exército romano na grã-bretanha era 40 mil.

A dificuldade para conquistar a Escócia

Os romanos não puderam conquistar “Caledonia”, como era chamada a Escócia, apesar deles terem gastado um século tentando. Eles acabaram construindo um muro ao longo de toda a fronteira norte, nomeada depois que o Imperador Hadrian planejara. Na época dos romanos, o muro de Hadrian era simplesmente para afastar os ataques do norte. Isso porém marcou a fronteira entre os dois futuros países Inglaterra e Escócia. Eventualmente, a fronteira foi colocada algumas milhas mais ao norte. Tentativas em séculos mais a frente para mudar a fronteira não obtiveram sucesso porque para manter o exército a longa distância era muito dificultoso.

O fim do controle Romano

O controle romano chegou ao seu fim quando o Império começou a colapsar. Os primeiros sinais foram os ataques Celtas da Caledônia em 367 d.C. As legiões romanas encontravam muitas dificuldades em parar as grandes levas que atravessavam o muro de Hadrian. Em 409 d.C. os romanos colocaram seus últimos soldados britânicos e romano-britânicos, os Celtas Romanizados, que foram deixados a lutar sozinhos contra os escoceses.

No ano seguinte Roma havia sido tomada pelas hordas germânicas. Quando Britânia chamou Roma para ajudá-los contra as levas da Germânia Saxônica em meados do século 5 d.C., nenhuma resposta veio.


Traduzido por Lukazlaw – An Illustrated History of Britain

Anúncios

3 comentários sobre “História da Britânia – Tempos Remotos – Os Romanos

  1. Gostei da escrita simples e fundamentada em mapas. Uma maneira de todos entenderem os factos mais marcantes daquela época aurea do Império Romano na conquista e desenvolvimento da Britânia. Excelente narrativa para qualquer pessoa minimamente instruída. Parabéns.

    Curtir

  2. Inglaterra,escócia,Irlanda que pertence a Grã Bretanha foi tudo romanizado,esquecem a parte da igreja católica apostólica romana fundada por S.Pedro,não adianta o legado romano está naquele lugar,até o padroeiro S.Jorge ex soldado romano.A ideia de separação a Roma surge quando uma seita protestante sai da igreja católica.O legado romano está em toda Europa Roma é a mãe da civilização ocidental!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s